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O médico francês Frédérick Leboyer, criador do conceito do parto sem violência, conhecido como Parto Leboyer, foi também quem trouxe para o Ocidente, nos anos 1970, uma massagem milenar indiana feita em bebês. Chamou-a de Shantala, nome da jovem mãe que encontrou a massagear o filho, deitado sobre suas pernas, na viagem que fez a Calcutá em 1976.
Paralítica e acolhida por uma instituição de caridade localizada em uma área muito pobre da cidade, Shantala encantou Leboyer pela forma afetuosa, concentrada, ritualística, com que se dedicava à massagem do bebê. Ele assim descreveu a cena, no livro “Shantala, massagem para bebês: uma arte tradicional”: “Glória da luz e milagres de amor (...) de repente, em plena sordidez, foi-me dado contemplar um espetáculo da mais pura beleza!”
Na Índia, esse é um conhecimento tradicional, passado de mães para filhas, e tão corriqueiro quanto amamentar. É como uma ioga para bebês. Entre os benefícios da prática para a criança, que pesquisas científicas hoje comprovam, estão o fortalecimento do vínculo com a mãe, a prevenção de doenças, o equilíbrio emocional.
Leboyer passou dias fotografando e gravando imagens de Shantala, além de registrar minuciosamente seus movimentos. O resultado desse trabalho está no livro mencionado, que apresentou a técnica ao mundo e foi publicado em vários países, inclusive no Brasil. As imagens estão reunidas no curta-metragem “Loving hands”, dirigido por Leboyer, e cuja cópia, cedida pelo próprio ao dr. Claudio Basbaum, disponibilizamos neste site em versão reduzida de 6 minutos (a versão original tem cerca de 20 minutos).
Dr. Basbaum, além de ser o introdutor do Parto Leboyer no Brasil, foi um dos primeiros divulgadores da técnica de massagem Shantala no país.
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